Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Início do conteúdo da página

  OBSERVATÓRIO ASTRONÔMICO DO DCTA

 

 

Introdução

 

Inaugurado no início dos anos 60 e de projeto do chefe do então Departamento de Aerovias do Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA, o engenheiro mecânico/aeronáutico Bradley H. Young e auxiliado pelo então óptico do ITA - Abram Szulc, o Observatório Astronômico do Departamento Ciência Tecnologia Aeroespacial - DCTA, localizado em São José dos Campos-SP foi, de longe, o maior instrumento astronômico totalmente construído na América do Sul.

O telescópio principal é do tipo Newtoniano/Cassegraniano com uma montagem equatorial de dois pontos de apoio, que oferecem maior ridigez do que apenas um ponto e com a vantagem de proporcionar uma observação contínua de um objeto em seu percurso pelo meridiano. O que é muito conveniente para fotografias astronômicas de longa exposição.

Complementa ainda esse sistema de observação, um telescópio tipo refrator de 200mm de diâmetro.

 

     Bradley H. Young polindo o espelho principal                  Suporte do primário do telescópio Cassegrain
             

Construção da lente da luneta de 200mm

Para controlar o sistema de acompanhamento, originalmente existia um sistema de sincronismo pendular. Atualmente conta com um sistema de variação de ciclos de controle eletro-eletrônico flexível e eficaz, já testado e em funcionamento.

 

      Detalhe do "clock driver" de acompanhamento                   Detalhe da motorização no eixo horário
       

Em 1967, foi oficialmente criado o programa de pós-graduação em Astronomia em nível de mestrado no ITA, o qual foi o primeiro dessa natureza no Brasil.  O Observatório do DCTA serviu a esse programa de pós-graduação proporcionando a formação da primeira geração de pós-graduados em Astronomia do Brasil e a produção de inúmeras teses de mestrado e graduação que, ainda hoje, se encontram na biblioteca do ITA.

Nessa época, ainda que modesto, o Observatório era o único do gênero capaz de realizar observações astrofísicas no Brasil. Sendo assim, este recebeu apoio de pessoal especializado e equipamentos periféricos que permitiram utilizá-lo para uma série de estudos. Foram feitas medidas fotoelétricas de estrelas variáveis, fotometria em luz branca de algumas estrelas brilhantes, fotometria UBV de binárias cerradas mais fracas e fotometria a cinco cores de cefeidas, anãs vermelhas, flare stars e variáveis DMe. Esses resultados serviram de base para dissertações de mestrado e artigos publicados em revistas especializadas de circulação internacional.

O Observatório Astronômico do DCTA juntamente ao, então existente, Departamento de Astronomia do ITA formaram, ao longo dos anos 60 e 70, uma massa crítica de especialistas em astronomia que viriam a dar suporte a diversas atividades estratégicas no cenário Nacional. Esses especialistas trabalharam na implantação do então Observatório Astrofísico Brasileiro (OBA), posteriormente conhecido como Observatório do Pico dos Dias, o maior observatório brasileiro. Eles também deram suporte a atividades de ensino e pesquisa em astronáutica que atenderiam ao Programa Espacial Brasileiro. Essas conquistas finalizaram brilhantemente a missão inicial do Observatório do DCTA que já nos anos 80 e 90, tinha comprido o seu ciclo de vida na área de pesquisa astronômica. A partir dai, iniciou-se uma nova missão: a divulgação científica junto a comunidade.

 

Primeira reforma e o Núcleo de Atividades Espaciais Educativas

 

 

Após alguns anos inoperante, o Observatório Astronômico do DCTA começou a ser revitalizado, quando da criação do Núcleo de Atividades Espaciais Educativas - NAEE, para torná-lo novamente operacional e integrá-lo à comunidade.

O Núcleo de Atividades Espaciais Educativas NAEE foi ativado no dia 24 de julho de 1995 e a partir de 04 de julho de 1996, passou a integrar o Instituto de Aeronáutica e Espaço - IAE.

 

     Detalhe do interior da cúpula e observatório                 Construção principal que abriga a cúpula
     

A cúpula foi revestida com folhas de alumínio de 0,5mm, utilizando a técnica de gomos inteiros do topo até a base, para minimizar a infiltração e ter maior durabilidade. O prédio e suas instalações foram totalmente reformados, com especial atenção para se evitar infiltrações. Os espelhos foram totalmente realuminizados pelo Laboratório Nacional de Astrofísica - LNA de Itajubá, MG. Os tubos do telescópio principal de 520mm, o tubo do secundário de 200mm e todas as chapas de revestimento receberam nova pintura.

 

    Vista traseira da construção que abriga a cúpula                                           Detalhe da cúpula
          

O sistema de redução/transmissão mecânica de acionamento de movimentação (horária) do telescópio, o controle de velocidades e os componentes mecânicos e óticos foram revisados e restaurados.

O NAEE utilizou as instalações do Observatório Astronômico do DCTA e o prédio 2008, onde funcionou em 1962, a primeira Estação de Rastreamento de Satélites do Brasil.

 

Atualidade

 

Logo_NAEE_IAE18.png

 

Em 2017, o Observatório Astronômico do DCTA foi novamente reformado. O prédio das salas de aula passou por manutenção estrutural, ganhou novos ares-condicionados e computadores. Já a cúpula do telescópio principal foi completamente reformada.

 

Observatório Astronômico do IAE após a reforma de 2017

DJI 0047WW

[imagem: Fábio Silveira/IAE ]

Além da reforma estrutural, o observatório ganhou uma série de materiais educativos que hoje servem de atração para os visitantes.

                           Monitores com vídeos explicativos                                              Modelo de Sistema Solar

      DSC06730    DSC06440

[images: Elias Lobo/IAE]

São oferecidas explicações e palestras que contemplam tanto astronomia, como astronáutica e engenharia aeroespacial.

Salas de aula onde são ministradas palestras

      DSC06530     DSC06753

[imagems: Elias Lobo/IAE ]

 

Funcionamento

O observatório do DCTA abre ao público todas as Terças* das 19h00 às 22h00. Para mais informações veja o link Como visitar.

 

* Com exceção de feriados e do mês de Janeiro, quando o Observatório está de férias.

Fonte:

Santos, P. M., Uma retrospectiva de 50 anos da Astronomia Observacional no Brasil (1952-2002), Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, São Paulo, 2018.

Fim do conteúdo da página