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O Instituto de Aeronáutica e Espaço realizou, entre 25 de julho e 06 de agosto, os ensaios de queima do motor foguete a propulsão híbrida (H1) no banco de ensaios do Laboratório de Ensaios de Propulsão (LEPR) da Divisão de Propulsão (APR). O combustível foi testado em diferentes vazões do oxidante, totalizando 4 (quatro) ensaios. O tempo de operação de cada teste foi de 6 s, gerando empuxo entre 700 e 800 N.

Os ensaios foram solicitados pela Subdivisão de Propelentes e Proteções Térmicas (APR-P), que utiliza o motor H1 como plataforma de testes para a pesquisa e desenvolvimento de grãos combustíveis à base de Polibutadieno Líquido Hidroxilado (PBLH) com negro de fumo (NF). O objetivo foi avaliar o desempenho de grão combustível aditivado, inclusive, com complexos metálicos para incremento da velocidade de queima do grão. Os resultados obtidos mostraram um aumento expressivo no desempenho propulsivo.

A atividade de P&D em propulsão híbrida tem como objetivos secundários desenvolver e testar tecnologias ou componentes como injetores, proteções térmicas, combustíveis não tóxicos e não poluentes e ignitores pirotécnicos, além de fomentar a formação acadêmica. Os resultados dos ensaios contribuirão particularmente para projeto PIBIC/IAE da APR-P em parceria com o ITA.

Cerca de 12 alunos da turma do Beyond Rocket Design, da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), realizaram uma visita técnica, dia 06 de agosto de 2018, no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A Beyond Rocket Design é uma equipe universitária de foguetes que trabalha em projetos e confecções de minifoguetes e foguetes de alta potência. O trabalho é dividido entre 4 subequipes principais: gestão, estrutura e aerodinâmica, sistemas elétricos e propulsão. A equipe pode participar de duas competições brasileiras, Festival de Minifoguetes e COBRUF e uma competição mundial, Spaceport America Cup. Atualmente, a Beyond RD possui 5 prêmios, sendo vice-campeã brasileira do Festival Brasileiro de Foguetes.

A visita teve como propósito conhecer a estrutura e projetos da área de espaço do IAE, bem como as instalações onde são realizados os ensaios.

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Fonte/imagens: UNIFEI e SCS/Sgt Molinari

Após 45 dias fechado, o Observatório foi reaberto para a comunidade.

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeronáutica (DCTA) em São José dos Campos comemorou no dia 20 de outubro seu 63º aniversário. Além de celebrar o aniversário do instituto os funcionários puderam prestigiar a reinauguração do Observatório Astronômico que foi reformado após um incêndio.

Depois de quase dois meses interditado para reforma o Observatório voltou a funcionar e atrair funcionários, familiares e a comunidade para acompanhar os eventos astronômicos. O prédio já estava em obras para melhorias e reparos, mas por complicações nas reformas, as instalações acabaram sendo foco de um incêndio que destruiu parte da cúpula que abriga o telescópio – que não sofreu nenhum dano.

Inaugurado no final dos anos 60, o Observatório Astronômico foi, de longe, o maior instrumento astronômico totalmente construído à época, na América do Sul, e proporcionou a formação da primeira geração de Astrônomos no Brasil e gerou inúmeras teses de mestrado e graduação que se encontram na Biblioteca do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

O observatório faz parte do IAE desde de 1996 e traz sessões de observação astronômicas para funcionários e também para o público geral e escolas. Pesquisadores do INPE colaboram no posicionamento dos telescópios, no mapeamento dos fenômenos e nas dúvidas dos visitantes.

Os funcionários e convidados que estavam presentes no luau de aniversário, que já está em sua 6ª edição, puderam aproveitar a reabertura do Observatório para olhar os astros, além de saborear alguns lanches e bebidas oferecidas pelo Instituto. A festa também contou com atração musical, além de pipoca e algodão doce para agradar as crianças.

O Observatório está aberto às terças-feiras, das 19h30 às 21h30, a fim de receber comitivas de escolas de todo o Vale do Paraíba e visitantes interessados em astronomia. Também recebe, anualmente, os alunos da Olimpíada Brasileira de Astronomia - OBA, da Agência Espacial Brasileira (AEB).

 

 

 

 

 

 

Para encerrar sua estada no Brasil, a Diretora do Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (UNOOSA), Simonetta Di Pippo, visitou o polo aeroespacial de São José dos Campos (SP) nesta quinta-feira (02/08). A representante da ONU, que já havia estado no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e visitado as estruturas relacionadas ao programa espacial em Brasília (DF), pôde ver de perto os projetos desenvolvidos no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). “Há muitas facilidades e planos para o futuro. Com certeza, há aspectos em que possamos cooperar e já estamos discutindo possibilidades concretas para que essa colaboração aconteça”, disse.

Segundo ela, os pontos fortes do Brasil para parcerias internacionais são, principalmente, o CLA e o projeto para desenvolver um lançador de microssatélites. "O novo programa, as novas atividades, as discussões entre os governantes e a continuidade orçamentária das atividades espaciais irão ajudar a posicionar ainda melhor o Brasil no cenário internacional", avaliou Di Pippo.

Criado na década de 1950, junto com os primeiros passos do Brasil na tentativa de explorar o espaço, o DCTA é uma organização da Força Aérea Brasileira que congrega diversos institutos de ensino e pesquisa voltados para a área aeroespacial. Devido a sua área de mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, o país depende das aplicações espaciais para o controle do tráfico nas fronteiras, inclusão digital por meio de acesso à Internet em áreas remotas, monitoramento de florestas e fiscalização do desmatamento, entre diversas outras aplicações.

Focado em pesquisa relacionada ao desenvolvimento de veículos espaciais, o órgão - por meio do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) - já construiu uma família de foguetes de sondagem e está desenvolvendo um novo veículo lançador. Segundo o Chefe da Subdivisão de Projetos do IAE, Tenente-Coronel Aviador Antonio Henrique Blanco - que apresentou os dados à visitante, o foguete de sondagem VSB-30 foi um marco para o Brasil. “Desenvolvido em parceria com a agência espacial alemã, foi nosso veículo de sondagem de maior sucesso, já lançado de países como Suíça, Austrália e Noruega”, explicou. O VSB-30 se mantém, durante seis minutos, em um ambiente de microgravidade - ou seja, com a força gravitacional muito próxima do zero, permitindo experimentos científicos que dependem dessa condição.

Atualmente, o Instituto se concentra no desenvolvimento do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), que será capaz de colocar em órbita uma carga máxima de 150 kg. Para isso, o motor S-50 está em fase de testes e a previsão é de que seja validado já em 2019. Laboratórios que sustentam os desenvolvimentos desses projetos, como o Laboratório de Identificação, Navegação, Controle e Simulação (LINCS) e o Laboratório de Ensaios Dinâmicos (LED), estiveram no roteiro de Di Pippo. Ela também participou de uma atividade com alunos de graduação que são bolsistas de iniciação científica e começam sua caminhada na ciência desenvolvendo pesquisas nos institutos do DCTA. Hoje, 46 estudantes de instituições de ensino superior do Vale do Paraíba participam do projeto.

O Diretor do DCTA, Major-Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara, destacou a importância da visita de Di Pippo. Segundo ele, os princípios do UNOOSA estão em consonância com o trabalho desenvolvido pelo Brasil na área espacial. "É uma oportunidade de mostrar para o mundo como é nosso trabalho, facilitando a busca de parceiros", avaliou o oficial-general.

Após a passagem pelo DCTA, com foco nos lançadores, a Diretora do UNOOSA conheceu os projetos brasileiros relacionados aos satélites, em visita ao INPE. Atualmente, o Brasil possui três satélites de órbita baixa sob responsabilidade do INPE: dois SCD, que realizam coleta de dados, e o CBERS-4, desenvolvido em uma parceria com a China, que faz captação de imagens - usadas principalmente para observação ambiental. Em um dos principais laboratórios visitados por Di Pippo, o Laboratório de Integração e Testes (LIT), foi possível, também, conhecer o ambiente de desenvolvimento do futuro satélite brasileiro de observação da Terra, o Amazonia-1.

Veja no vídeo ao lado como foi a visita: https://youtu.be/QjdwWC59_oc

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O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) reabriu nesta quinta-feira (19/10), às 19 horas, seu Observatório Astronômico. 

O Observatório passou por uma manutenção na sua infraestrutura predial nos últimos meses, após um incidente que danificou parte de sua cúpula. Os reparos necessários na estrutura foram realizados e o Observatório abre suas portas todas às terças-feiras, a fim de receber comitivas de escolas de todo o Vale do Paraíba e visitantes interessados em astronomia. Também recebe, anualmente, os alunos da Olimpíada Brasileira de Astronomia - OBA, da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Sobre o Observatório

Inaugurado no final dos anos 60, o Observatório Astronômico foi, de longe, o maior instrumento astronômico totalmente construído à época, na América do Sul, e proporcionou a formação da primeira geração de Astrônomos no Brasil e gerou inúmeras teses de mestrado e graduação que se encontram na Biblioteca do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

No dia 29 de junho às 12h30, ocorreu com sucesso a Operação Harpia, o ensaio em banco do Motor a Propelente Sólido S43. O teste ocorreu no Banco de Provas Horizontal da Usina Coronel Abner (UCA), de capacidade de 1000kN. Estiveram envolvidas nestes 60 dias de atividades mais de 100 profissionais, incluindo-se as equipes do IAE e apoio do GAP-SJ e equipe de bombeiros da EEAR.
O objetivo do ensaio foi validar o modelo de análise de bolhas em grão propelente e a consequente liberação para voo dos demais motores S43 carregados a estocados na UCA.

Foram monitoradas as características propulsivas, tais como: impulso específico, velocidade característica do propelente e coeficiente de empuxo, além de características físicas, tais como pressão, vibração e temperatura.


Informações técnicas

O Propulsor S43 será empregado no 1º estágio do Veículo Suborbital VS-43, que será uma plataforma de testes em voo para desenvolvimento de soluções para acesso o acesso ao espaço.

 

Características do propulsor:

Massa de propelente = 7100 kg
Tipo de propelente = compósito (resina polibutadiênica, perclorato de amônio e alumínio)

Valores estimados do ensaio:

Tempo de queima = 60 s
Pressão nominal na câmara do motor = 6 MPa
Empuxo nominal = 280 kN

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